Polícia

Jungmann diz que milícia pode estar envolvida em morte de Marielle

De acordo com ministro da Segurança Pública, oito equipes da Delegacia de Homicídios trabalham na investigação do caso

Jungmann apontou possível envolvimento de milícias em crime/ Crédito: Paulo Carneiro - Agência O Dia - 09.03.2018

 

  • PH Rosa, do R7
  • 16/04/2018 - 15H11 (ATUALIZADO EM 16/04/2018 - 16H01)

 

O ministro extraordinário da Segurança Pública Raul Jungmann falou, nesta segunda-feira (16), que as investigações do caso Marielle apontam para o envolvimento de milícias no crime. Jungmann participou de um evento na superintendência da PRF no Rio de Janeiro, onde atendeu a imprensa.

Segundo ele, as investigações ainda não identificaram nenhuma ameaça feita à vereadora, o que faz com que as principais provas do crime sejam materiais, e não testemunhais.

O ministro disse ainda que oito equipes da DH (Delegacia de Homicídios da Capital) estão trabalhando exclusivamente na investigação do caso.

 

Um mês

As mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes completaram um mês no sábado (14) e a Polícia Civil, que investiga o caso, ainda não apresentou suspeitos. Na ocasião, a Anistia Internacional cobrou celeridade na apuração do crime, conforme disse a porta-voz do órgão, Renata Neder.

— Temos que cobrar celeridade, a gente não pode deixar que a investigação se arraste por muito tempo. Por isso a gente está pedindo priorização.

Renata também apontou que não se pode fazer especulações enquanto o Estado não der uma resposta sobre o caso.

— A gente não tem como fazer nenhuma especulação sobre o assassinato da Marielle e é importante que não se faça especulação. Essa resposta precisa ser dada pelo Estado por meio de uma investigação meticulosa, profunda, detalhada, e que esperamos que também seja uma investigação célere, que não seja uma investigação lenta. O papel da sociedade civil não é especular.

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