Saúde

Campanha de vacinação contra pólio e sarampo termina hoje (14)

Ministério pretende vacinar as 118 mil crianças que faltam para cumprir a meta. Vacinação vai de 1 a menos de 5 anos

No último dia da campanha, Ministério pretende vacinar 118 mil crianças / Erasmo Salomão - Ministério da Saúde

Termina nesta sexta-feira, 14 de setembro, a campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomelite em todo o Brasil.

A campanha, que teve início em 6 de agosto, aplicou 22,4 milhões de doses de vacina — 11,2 milhões contra cada uma das doenças alvo. Da meta de vacinar 95% das crianças entre 1 e menos de 5 anos, 94% do público-alvo foi vacinado até esta quinta-feira (13). A intenção é de, até o fim do dia, vacinar mais 118 mil crianças.

Entre os Estados que precisam de mais atenção estão o Rio de Janeiro, que vacinou 78,67% das crianças contra o sarampo e 79,94% contra a pólio, Roraima, Acre, Piauí e Distrito Federal. Os Estados do Amazonas, Pará, Tocantins, Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso também não atingiram a meta.

Já os Estados que superaram essa meta são Rondônia,Amapá, Pernambuco e Santa Catarina. Os demais Estados conseguiram atingir o objetivo de vacinação.

A vacina contra o sarampo engloba duas doses. A primeira é a da tríplice viral, que protege também contra caxumba e rubéola e deve ser dada logo após a criança completar 1 ano. A segunda dose é a tetraviral, que inclui a proteção à varicela (a catapora), aos 15 meses (1 ano e três meses de vida).

Já a imunização contra a poliomielite é composta por cinco doses de vacina. As duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses de idade, são injetáveis. As outras três, aos 6 meses, 15 meses e 4 anos, são por via oral, as famosas gotinhas.

Giovanna Borielo, do R7* - 14/09/2018 - 04h00 (Atualizado em 14/09/2018 - 04h05)

*Estagiária do R7 sob supervisão de Marcos Sergio Silva

Medo de sarampo? Tire todas as suas dúvidas sobre a doença

Como posso me proteger contra o sarampo? Receber duas doses da vacina contra o sarampo após os 12 meses de idade é a única maneira de se prevenir da doença. O esquema vigente do Ministério da Saúde para crianças é o de uma dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) ao 1 ano de idade e uma da quadrupla viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) ao 1 ano e 3 meses de idade. Para quem não se vacinou no período, a tríplice viral é oferecida gratuitamente em duas doses até os 29 anos ou em uma dose dos 30 aos 49 anos. Os demais podem recorrer às clínicas privada.

Sou adulto e já me vacinei na infância contra sarampo. Devo me vacinar novamente? Antigamente, a primeira dose era dada antes do bebê completar um ano; mais tarde o Programa Nacional de Imunizações passou a oferecer apenas uma dose depois dos 12 meses. Atualmente, só é considerada protegida contra o sarampo a pessoa que tomou duas doses da vacina depois de ter completado um ano de vida. Portanto, quem não tomou as duas doses depois do primeiro aniversário deve receber uma ou duas doses. Quem está em dúvida, ou seja, não tem certeza se tomou as duas doses da vacina, deve tomar mesmo assim. Não há risco.

Crianças e adolescentes que já se vacinaram devem tomar reforço? Quem tomou duas doses da vacina depois de ter completado um ano de vida não precisa tomar reforço.

Todos os brasileiros devem se preocupar com a vacina ou só os que vivem em cidades de risco? Todos os brasileiros que não estão protegidos contra a doença, ou seja, não estão vacinados, devem tomar a vacina, independentemente do lugar onde vivem.

Onde há surto de sarampo no Brasil? Atualmente, em três Estados: Amazonas, Roraima e Rio Grande do Sul. Amazonas e Roraima, juntos, contabilizam cerca de 500 casos confirmados e mais de 1,8 mil em investigação. Já o Rio Grande do Sul tem seis casos confirmados. No Rio de Janeiro, há 17 casos suspeitos, sendo que um deles apresentou resultado preliminar positivo para o sarampo.

Qual a situação de São Paulo? De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, não há surto, epidemia ou caso confirmado de sarampo na capital paulista. Já a Secretaria Estadual da Saúde emitiu alerta nível 3, o mais alto da escala, para risco de surto da doença.

Quais são os efeitos colaterais da vacina? As possíveis reações adversas acometem menos de 0,1% dos vacinados e incluem ardência, vermelhidão, dor e formação de nódulo no local da vacina. Entre 5% e 15% dos vacinados podem apresentar febre alta de 5 a 12 dias depois da vacinação.

Para quem a vacina é contraindicada? Pessoas com suspeita de sarampo, gestantes, crianças com menos de 6 meses e imunocomprometidos não devem receber a dose. A gestante deve esperar para ser vacinada após o parto. Caso esteja planejando engravidar, a mulher deve se proteger contra a doença e aguardar pelo menos quatro semanas para engravidar.

O vírus de sarampo da Venezuela e do Brasil é o mesmo? Desde fevereiro deste ano, o Brasil registra a circulação do vírus do sarampo do tipo D8, o mesmo que circula na Venezuela desde o ano passado.

Quais são os sintomas do sarampo? Os principais sintomas são febre alta, tosse, coriza e conjuntivite. As manchas vermelhas no corpo costumam surgir entre o segundo e quarto dia.

Em que idade o sarampo é mais grave? Em crianças menores de 1 ano, adolescentes e adultos acima de 40 anos. Alguns casos podem evoluir para complicações respiratórias graves.

Como o sarampo é transmitido? O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Isso porque uma pessoa é infectada pelas vias aéreas, ou seja, a transmissão pode acontecer quando o doente fala, tosse ou espirra perto de uma pessoa não vacinada. O período em que a doença pode ser transmitida começa sete dias antes do aparecimento das manchas vermelhas e dura por uma semana.

Sarampo pode matar? Sim. O sarampo pode levar a complicações respiratórias graves, porém as taxas de mortalidade variam de pais a país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), houve uma diminuição de 79% na taxa de mortalidade por sarampo entre 2000 e 2015 no mundo.

Quem já teve sarampo pode ter de novo? A infecção por sarampo fornece imunidade permanente, portanto, quem já teve a doença não vai ter pela segunda vez. A vacinação confere em torno de 97 % de proteção, sendo de suma importância.

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