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Em Bruxelas, Trump ameaça retirar EUA da Otan

Presidente americano disse que país sai da Otan caso aliados não aumentem, imediatamente, seus esforços e gastos em defesa militar

Trump ameaçou tirar EUA da Otan caso aliados não se esforcem / REUTERS - Yves Herman - 12.07.2018

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quarta-feira,12 de julho, retirar o país da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), organização militar ocidental, em meio à cúpula de chefes de Estado e de governo da entidade, em Bruxelas, na Bélgica.

Em portas fechadas, Trump ameaçou retirar os EUA da Otan caso os países aliados não aumentassem, imediatamente, seus esforços e gastos em defesa militar.

De acordo com fontes locais, o republicano voltou a atacar a Alemanha, até diante de líderes de outros países, e em tom mais agressivo do que já vinha fazendo nos últimos dias, quando acusou Berlim de ser "prisioneira energética" da Rússia.

A ameaça de Trump levou a uma reunião extraordinária em Bruxelas para discutir o tema e a uma coletiva de imprensa para explicar a situação.

Diante dos jornalistas, o republicano, porém, disse que "os membros da Otan demonstraram estar de acordo em aumentar a contribuição" em gastos militares, a qual deve ser de "US$ 33 bilhões a mais, vindo de vários países, com exceção dos EUA".

"Eu poderia sair da Otan, mas não será necessário após o aporte de US$ 33 bilhões extras dos aliados", comentou. "Acredito na Otan. Todos os membros concordaram em aumentar os gastos em defesa a níveis nunca vistos antes. A Otan está mais forte que ontem", disse Trump.

Entenda o caso

Desde que tomou posse como presidente, em janeiro de 2017, Trump exige que os aliados da Otan aumentem suas despesas militares, alegando que os EUA pagam para manter a entidade de maneira desproporcional. Em 2014, os membros da Otan tinham fixado uma cota de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) para gastos militares, meta alcançada somente por três países europeus até agora: Grécia, Estônia e Reino Unido.

Outras quatro nações se aproximaram da meta, mas não cumpriram: Letônia, Polônia, Lituânia e Romênia. Os 21 países restantes, incluindo o Canadá, estão longe da cota de 2%. A Itália, por exemplo, destina 1,15% do PIB para gastos militares. Diante da situação, Trump começou a exigir nos últimos dias que essa meta seja aumentada para 4% do PIB.

ANSA Brasil 12/07/2018 - 08h24 (Atualizado em 12/07/2018 - 08h24)

Leia mais sobre o presidente dos EUA: Atriz de filmes adultos que diz ter se relacionado com Trump é detida 

Ana Luísa Vieira, do R7, com Reuters - 12/07/2018 - 07h40 (Atualizado em 12/07/2018 - 07h49)

Advogado da atriz espera que ela seja solta sob fiança

Advogado da atriz espera que ela seja solta sob fiança

REUTERS/Brendan Mcdermid/16.04.2018

 

 

A atriz americana de filmes adultos Stormy Daniels, que alega já ter tido um caso com o presidente Donald Trump entre 2006 e 2007, foi presa na noite desta quarta-feira, 11 de julho, em um episódio que seu advogado Michael Avenatti chamou de "encenação". As informações são da agência de notícias Reuters.

 

 

Stormy, cujo nome real é Stephanie Clifford, foi detida em uma boate em Columbus, capital do estado de Ohio, por permitir que um cliente a tocasse de forma "não sexual" enquanto ela estava no palco, segundo publicação de Avenatti no Twitter.

 

 

 

Ele declarou que a atriz foi vítima de uma operação "montada" pela polícia e disse esperar que ela fosse liberada sob fiança. "Também achamos que ela será acusada de 'contravenção' por permitir o 'toque'. Vamos contestar veementemente todas as acusações", completou.

Stormy tinha apresentações marcadas no Sirens Gentlemen's Club para quarta e quinta-feira, 12 de julho, de acordo com o website do empreendimento.

O nome de Stormy Daniels ganhou as manchetes no início de 2018, depois que ela processou o presidente Donald Trump alegando que ele nunca assinou um acordo de sigilo para silenciá-la a respeito de um relacionamento "íntimo" entre os dois, que teria ocorrido entre 2006 e 2007. Trump nega ter tido um caso com a atriz — que iniciou a ação civil em Los Angeles argumentando que o acordo é inválido e que tem liberdade para debater publicamente seu relacionamento com Trump.

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